I am a girl filled with dreams.

All because of one email I sent her.


Just because you find that life's not fair it
Doesn't mean that you just have to grin and bear it
If you always take it on the chin and wear it
Nothing will change
Even if you're little you can do a lot, you
Mustn't let a little thing like little stop you
If you sit around and let them get on top you
You might as well be saying you think that it's okay
And that's not right

(...)

In the slip of a bolt there's a tiny revolt
The seed of a war
In a creek of a floor board
A storm can begin with a flap of a wing
The tiniest mite packs the mightiest sting
Everyday starts with a tick of a clock
All escapes start with the click of a lock
If you're stuck in your story and want to get out
You don't have to cry
You don't have to shout

(...)

But nobody else is gonna put it right for me
Nobody but me is gonna change my story

Desabafo #¿

Talvez se eliminar a memoria que me aflige o estomago, a mente, as pernas; talvez assim nao sinta falta da presença, da vontade, da culpa. Sou traídora num momento e fiél mal ele passa o pilar. Penso em ti mas não penso deixando o sentimento de culpa, de arrependimento, de saudade tomar conta de mim. Estou mas não estou. Não é um espaço para amar mas apenas para admirar. É quando ele passa e quando passas.
Mas contigo sinto a confiança, o amor, a felicidade adjacente a ti.
E mesmo assim sou uma traidora dos meus sentimentos, das minhas razões, do meu ser.
Por isso elimino a memoria porque se falar falei, se nao falar escondi. Se admitir que estou a pensar nele parece ter mais sentimento envolvido do que tem. Se não o admitir sinto o horrivel e amargo lado negro da quebra da confiança.
Não quero esconder. Mas não sei justificar.
Talvez
Talvez
Talvez devesse falar.
Mas não sei se deva porque é só um comentário e um sentimento vazio, uma memoria sobre nada.
Ele é apenas um foco do meu olhar como todos os outros que pode mudar a qualquer momento. Olho, e gosto de olhar. Mas nada mais. No segundo a seguir o meu novo foco rouba-me a atenção dele, nem precisa de ser alguém. É apenas um novo foco.
Mas tu, tu que me guias nesta vida imunda és mais que um foco. És a quem olho quando quero regressar a casa, a lareira acesa no frio do inverno, a luz da lua numa noite sem estrelas, um farol só para mim que me encontro a navegar em pleno mar.
E o tema do debate interior que crio é a realidade dos meus sentimentos. Sinto-me traidora por isso mesmo. Não preciso de pensar sobre o assunto para saber o que sinto mas penso. Penso porque pensar nos sentimentos por ti me fazem sentir bem.
Penso porque apesar de me sentir traidora no momento e enquanto a memoria está ao alcance na minha consciência, sou fiel no sentimento. Sempre.
Serei traidora na mesma? Apesar de o sentimento não desaparecer, serei o que me vejo a ser?
O que veria eu em ti se a condição se invertesse?
A angústia de querer mudar o inevitável cria espaço para indecisões e situações desconfortáveis.
Pensava que já me tinha livrado um pouco mais deste peso psicológico.
Estava errada, oh se estava.
Pesa mais pensar que consigo, saber que consigo deixá-lo ir mas não o faço.
Porquê?
Porquê?
Porquê?

Será que só perdida é que sei ser?

alcohol, beer, and drinks image

Não há nada mais honesto que uma personalidade invertida, consequência de umas gotas de elixir. 
Mas também não há nada como a escuridão de um beco de memórias sem inicio e fim.
Sonho com o dia em que não preciso de me perder para aceitar como posso ser se tentar.
Arrependo-me apenas de não me conseguir libertar mais vezes desta ansiedade que me persegue constantemente.